DIVIDIR FÉRIAS TEM BENEFÍCIOS?

Sabemos que uma das maiores e talvez uma das melhores modificações trazidas pela reforma trabalhista é sobre a possibilidade de dividir as férias.

Antes da reforma o trabalhador que completasse um ano de trabalho, teria direito a trinta dias corridos a título de férias, que até então deveriam ser gozadas em única vez e somente em casos excepcionais, para trabalhadores menores de dezoito anos e maiores de cinqüenta anos poderiam dividi-las em até dois períodos.

O que comumente acontecia é que as empresas raramente concediam trinta dias de férias a seus empregados, nesse caso, a exceção era a regra na realidade corporativa.

Após a reforma, além do parcelamento das férias a lei passou a permitir a sua divisão em até três períodos, desde que previamente ajustado entre empregado e empregador, sendo que uma delas deverá ser de no mínimo quatorze dias e as outras duas não inferiores a cinco dias:

Art. 134 – As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só período, nos 12 (doze) meses subseqüentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito.                    

§ 1o Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um.


Mas o que de fato melhorou com essa modificação na lei?

Se pararmos para analisar, doze meses trabalhados para adquirir trinta dias de férias parece um tanto razoável.

Se o trabalho é estressante ou exige um esforço físico diário, ou ainda o conjunto, mobilidade, trabalho, casa etc, imaginem o quanto benéfico seria fazer uma pausa para descansar, se afastar um pouco da rotina pesada e voltar às atividades.

Pensando nisso, listamos abaixo alguns dos benefícios sobre o parcelamento das férias.

Quebra da rotina

Há quem ame a rotina e há quem a odeie. Fato é que, ninguém agüenta trabalhar diuturnamente sem pausa, sem descanso e sem pensar em tirar umas férias.

É saudável, faz bem para o corpo, descansa a mente e prepara o trabalhador para uma nova jornada de trabalho.

Então, por que imaginar trinta dias de férias de uma única vez se é possível fazer pausas consideráveis durante o ano para poder quebrar um pouco a rotina e trabalhar ainda melhor?

O ganho é mútuo, a empresa com um trabalhador mais ativo, produtivo e descansado e muito possivelmente com novas idéias e o empregado, descansado, mais produtivo e animado para contribuir ainda mais com a empresa.

Flexibilização entre empregado e empregador

Sim, a partir do momento que a lei prevê essa possibilidade o direito fica mais fácil de ser negociado com a empresa. Uma empresa por si só é detentora de riscos, isso é intrínseco à sua atividade no mercado, se a lei permite que algo possa ser feito em prol tanto dela quanto de seu empregado, ficaria ou não mais tranquilo de negociar?

Sem contar que as férias mais curtas não abrem margem à rotatividade na empresa o que acaba tornando o posto de trabalho do empregado mais longo.

Financeiro

Muitas pessoas acabam se perdendo na hora das finanças quando o assunto é férias.

Mas calma.

Já pararam para analisar que é possível economizar dinheiro tirando um período de férias de uma semana? Parece algo mais concreto do que economizar o ano inteiro para aproveitar trinta dias, ou seja, menos gastos com um planejamento a curto prazo.

Viagem e família

Qual é a família que não deseja sair de férias com todos juntos? Acho que a resposta é quase unânime sobre essa pergunta.

Dividir as férias tem essa grande vantagem, conciliar a convivência e os passeios, não apenas com a família, mas também com amigos, ou ainda, caso não esteja nos planos viajar, também há tempo para estudar, se dedicar a algum curso que já estava em vista, se aprimorar em alguma atividade, enfim, muitas possibilidades que acabam surgindo e que podem ser melhor aproveitadas por todos.

Claro que listamos apenas alguns dos vários benefícios sobre esse direito, lembramos ainda que em relação às férias coletivas nada mudou, a regra permanece.

Por fim, todas as dúvidas sobre férias poderão ser verificadas em outro artigo que já publicamos, clique para saber mais.

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